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Refinaria de Cabinda Vence Prémio de Projecto do Ano 2025
Refinaria de Cabinda Vence Prémio de Projecto do Ano 2025

Vladimir Pereira
Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.
A Refinaria de Cabinda venceu o prémio de Projecto de Energia do Ano 2025, na 5.ª edição da gala Angola Oil & Gas Awards, uma iniciativa da PetroAngola que visa reconhecer as empresas e projectos que mais se destacaram na indústria petrolífera ao longo do ano.
Primeira infraestrutura de refinação construída em Angola desde a independência em 1975, a Refinaria de Cabinda, constitui um projecto estratégico concebido para reduzir a dependência do país em relação à importação de produtos refinados, com destaque para o gasóleo e, numa fase posterior, a gasolina.
Inaugurada no ano em que Angola assinalou o seu 50.º aniversário da Independência, a refinaria representa um marco importante para o reforço da autonomia energética nacional. O projecto avaliado em $920 milhões, está a ser desenvolvido de forma faseada, sendo que a primeira fase dispõe de uma capacidade de processamento de 30 KBPD, produzindo nafta, HFO, Jet Fuel e gasóleo. Com a conclusão da fase subsequente, prevê-se que a capacidade total de processamento seja ampliada para 60 KBPD.
Entre os principais benefícios da operacionalização da primeira fase destacam-se a redução das importações de combustíveis e dos custos associados, o início da produção local de Jet A-1, a diminuição da pegada de carbono ao longo da cadeia logística e o reforço da presença de Angola no mercado de bunkering.
Desenvolvido pela Gemcorp em parceria com a Sonangol, o projecto prevê, numa fase posterior, a exportação de excedentes para países vizinhos, contribuindo para o fortalecimento da posição energética de Angola na região.
A construção da Refinaria de Cabinda permitiu ainda a criação de milhares de empregos directos e indirectos durante as fases de desenvolvimento e operação. O projecto envolveu um total de 3.324 trabalhadores, dos quais cerca de 86% são angolanos.
A província de Cabinda concentrou a maior parte dos postos de trabalho, com 2.571 trabalhadores locais, enquanto 284 trabalhadores foram provenientes de outras províncias. representando também um importante impulso para o fortalecimento do Conteúdo Local e para a dinamização da economia nacional. Este desempenho evidenciou o papel do projecto na promoção do Conteúdo Local e na dinamização da economia nacional.