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Patricio Wanderley Quingongo
Expert in Strategic Management Oil & Gas. Patricio analyzes the oil and gas market, and the different tax regimes applied to the international oil and gas industry. He also evaluates the performance of National and International Oil & Gas companies.
Os preços do crude registaram uma ligeira subida na janela de negociações desta sexta-feira, apesar dos riscos persistentes relacionados com às tensões no Médio Oriente.
O Brent, referência para as ramas angolanas, foi comercializado a $87,12/bbl, enquanto o WTI foi fixado em $81,36/bbl, representando um ganho de cerca de 4% se comparado ao fecho da semana anterior.
A subida de ambos os benchmarks foi impulsionada pelo baixo tráfego de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, que se mantém numa fracção dos níveis pré-guerra, e pela ameaça dos Estados Unidos de manter o bloqueio naval ao Irão “indefinidamente” e de exercer mais pressão económica sobre aquele país.
Apesar dos dados pessimistas sobre os stocks de crude, o contexto geopolítico mais amplo está a impedir uma queda mais acentuada dos preços. Os stocks comerciais de crude dos EUA registaram um aumento substancial, ultrapassando os 17,4 MMBBLS na última semana, o que exerceu pressão descendente sobre os preços de referência.
Os preços do petróleo sofreram ainda uma maior pressão devido aos últimos relatórios mensais da Agência Internacional de Energia (IEA) e da OPEP divulgados nesta semana. Ambas as agências prevêem uma menor procura de petróleo bruto, em grande parte como resultado da guerra e do seu impacto nos preços. Para o trimestre em curso a IEA prevê um déficit na oferta de 1,8 MMBBLS, superior à estimativa anterior que apontava para uma redução de até 1,6 MMBBLS.
A OPEP também reduziu a sua previsão sobre a procura para 2026. Ao contrário da IEA, o cartel espera um crescimento da procura, embora a sua projecção tenha sido reduzida para 580 KPD, abaixo dos 780 KBPD previstos no seu relatório do mês de Julho.