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Preços do Petróleo Russo Estão 24% Abaixo do Valor Orçamentado Para 2025
Preços do Petróleo Russo Estão 24% Abaixo do Valor Orçamentado Para 2025

PetroAngola
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O preço em rublos do blend de crude da Rússia comercializado em Março está 24% abaixo do nível previsto no orçamento federal para o ano 2025, devido à valorização registada na moeda russa (rublo), que contrasta com o declínio nos preços do petróleo verificado nos últimos dias.
O rublo valorizou-se no ano em curso, de um mínimo de vários anos de 113,75 rublos/USD em Dezembro de 2024 para os actuais 83,92 rublos/USD, como resultado das expectativas de uma solução para o conflito na Ucrânia.
Um cessar-fogo na guerra entre a Rússia e a Ucrânia pode ser pessimista para os preços do petróleo se Trump pressionar para a remoção das sanções à indústria energética russa. A estabilidade geopolítica pode também extinguir as preocupações relacionadas com a oferta de crude que ainda continua latente no mercado petrolífero. As sanções impostas pelo governo de Biden praticamente triplicaram o número de petroleiros russos directamente sancionados, o suficiente para afectar cerca de 900 KBPD. Embora seja altamente provável que a Rússia tente contornar as sanções empregando ainda mais navios-tanques da frota paralela e transferências de navio-navio, sendo que se espera uma movimentação de crude nestes moldes de até 500 KBPD ao longo dos próximos 06 meses.
Entretanto, a UE levantou a ideia de retomar as compras de gás russo proveniente de gasodutos como parte de um possível acordo para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Apoiada pelas autoridades húngaras e alemãs, a proposta defende que a medida poderá dar à Rússia e à Europa incentivos para manter um acordo de paz e, ao mesmo tempo, estabilizar o mercado energético do continente.
A Europa cortou drasticamente as importações de gás russo, com as importações de gás russo a caírem de cerca de 450 milhões de metros cúbicos/dia no final de 2021 para os actuais 150 milhões de metros cúbicos/dia.
O projecto Nord Stream 2 poderá retornar nos próximos meses, agora com a participação de empresas americanas, que deverão actuar como intermediárias entre a Rússia e os consumidores europeus, o que poderá tornar os fluxos de gás mais fiáveis.