Segunda-feira, Agosto 17, 2026

Nigéria Mantém Liderança no Investimento Upstream em África Apesar da Redução do Fluxo de Capital

Nigéria Mantém Liderança no Investimento Upstream em África Apesar da Redução do Fluxo de Capital

Publicado: Julho 30, 2026 @ 6:55 pm
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Vladimir Pereira

Vladimir Pereira

Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.

Julho 30, 2026 @ 6:55 pm

A Nigéria continua entre os principais destinos de investimento upstream em África, apesar da redução do capital financeiro aplicado na exploração e produção de petróleo e gás no continente, segundo o mais recente Relatório Mundial de Investimento em Energia 2026, da Agência Internacional de Energia (IEA). O documento revela que, a Nigéria, juntamente com Angola, Argélia, Egipto e Líbia, concentram cerca de 70% do investimento upstream africano e respondem por 80% da produção de petróleo e gás.

De acordo com a IEA, o investimento em projectos de petróleo e gás  em África caiu de $68 mil milhões em 2016 para $37 mil milhões em 2025, uma redução de cerca de 46%, reflectindo a perda de competitividade dos produtores tradicionais. Ainda assim, os cinco países continuam a liderar o sector, embora o investimento conjunto tenha diminuído de $50 mil milhões para $25 mil milhões.

Em contrapartida, mercados emergentes como Moçambique, Namíbia, Senegal e Uganda têm se destacado junto dos investidores. O capital destinado a estes países aumentou de $1,5 mil milhões para $5 mil milhões entre 2016 e 2025, impulsionado por novos projectos de águas profundas e de gás natural liquefeito (LNG).

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O relatório indica ainda que a despesa com actividades de exploração atingiu $6,5 mil milhões em 2025, mas alerta que as restrições orçamentais enfrentadas por várias empresas petrolíferas nacionais estão a reforçar a dependência de investidores privados e companhias internacionais para financiar projectos de exploração e produção.

Para 2026, a IEA prevê uma recuperação do investimento upstream na África Subsaariana, com um crescimento estimado de 12%, para cerca de $24 mil milhões, apoiado por novos projectos liderados por grandes petrolíferas internacionais. Entre eles, destaca-se o investimento da BP, através da Azule Energy, para aumentar a produção em Angola e na Bacia Orange, na Namíbia.

O relatório reforça ainda que a Nigéria deverá manter-se como um dos principais destinos de investimento graças aos projectos de gás natural liquefeito e ao desenvolvimento de campos em águas profundas. Entretanto, África continua a captar mais investimento em minerais críticos para a transição energética, embora enfrente desafios relacionados com infra-estruturas, energia, disponibilidade de água e capacidade de processamento industrial.

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