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Exploração Petrolífera nas Bacias Interiores Ganha Força com a Parceria ANPG – ReconAfrica
Exploração Petrolífera nas Bacias Interiores Ganha Força com a Parceria ANPG – ReconAfrica

Vladimir Pereira
Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.
A parceria entre a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a empresa canadense ReconAfrica foi distinguida com o prémio de Melhor Parceria do Ano 2025, durante a 5ª edição do Angola Oil & Gas Awards, uma gala organizada pela PetroAngola que reconhece as empresas que mais se destacaram na indústria petrolífera angolana.
A colaboração entre as duas entidades visa promover actividades de exploração e desenvolvimento económico dos recursos petrolíferos na bacia terrestre de Etosha-Okavango, no âmbito da estratégia nacional voltada para a dinamização das bacias sedimentares interiores e atracção de investimento estrangeiro qualificado para o sector de petróleo e gás angolano.
Em termos operacionais, o projecto Etosha-Okavango entrou numa nova fase, com cerca de 60% dos trabalhos de remoção de minas e recolha de amostras já concluídos, estando previstas as próximas etapas de aquisição sísmica e perfuração estratigráfica.
Esta iniciativa representa um marco nos esforços do país para ampliar o conhecimento geológico e melhorar o acesso aos recursos petrolíferos, bem como para intensificar a reposição de reservas por meio da exploração nas áreas livres e de desenvolvimento.
O objectivo passa por contribuir para a reversão do declínio da produção petrolífera, ao mesmo tempo que se procura manter Angola competitiva no cenário energético global e consolidar a posição do país como um dos principais destinos de investimento estrangeiro no sector de petróleo e gás em África.
Estas acções enquadram-se na Estratégia de Exploração de Hidrocarbonetos para o quinquénio 2020–2025 e na Estratégia Geral de Atribuição de Concessões Petrolíferas para o período 2019–2025, dois importantes instrumentos que permitiram relançar a actividade exploratória no país e pôr termo a um hiato de cerca de oito anos sem novos concursos de licitação de blocos petrolíferos.
O conjunto destas iniciativas tem vindo a contribuir para a revitalização da indústria petrolífera angolana, sustentando uma nova fase de desenvolvimento assente em projectos estruturantes, no elevado potencial remanescente do sector e no papel estratégico do petróleo na economia nacional.