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Brasil Inaugura a Maior Usina de Gás Natural da América Latina
Brasil Inaugura a Maior Usina de Gás Natural da América Latina

Manuel Lemos
Oil and Gas Editor. Manuel covers the global energy sector with a focus on industry trends, policy, and investment developments.
O Brasil entrou em uma nova fase significativa de sua estratégia energética com a activação da usina de gás natural GNA II em Porto do Açu, Rio de Janeiro. Comissionada em Maio de 2025, a instalação é agora a maior central elétrica a gás natural da América Latina, fornecendo eletricidade para cerca de 08 milhões de famílias e representando 10% da produção de energia a gás do Brasil.
A construção da GNA II segue-se a anterior GNA I, totalizando um investimento de cerca de 7 bilhões de reais (aproximadamente $1,27 mil milhões) e uma capacidade instalada total de 3 gigawatts, oferecendo uma alternativa confiável e flexível à energia hidrelétrica – tradicionalmente a principal fonte de energia do Brasil, mas cada vez mais vulnerável a secas e variações sazonais.
A GNA II, um sistema de ciclo combinado de alta eficiência, utiliza três turbinas a gás e uma turbina a vapor, melhorando a produção de energia e reduzindo o desperdício de combustível. Projectada para acomodar até 50% de hidrogênio no futuro, ela se alinha aos objectivos de sustentabilidade. Actualmente, o gás natural representa 8,5% da produção total de eletricidade do Brasil, e a GNA II contribui para o crescimento desse percentual, usando água do mar para resfriamento e preservando os recursos de água doce regionais.
Porto do Açu é crucial para os setores energético e industrial do Brasil, exportando uma parte significativa do petróleo do país e gerando milhares de empregos. A construção da GNA II criou mais de 10.000 empregos e desenvolveu as habilidades da força de trabalho local por meio de treinamento e infraestrutura. Este desenvolvimento visa aumentar a segurança energética, reduzir a dependência de mercados internacionais voláteis e apoiar a indústria nacional.
A GNA II, que funciona com combustíveis fósseis, oferece flexibilidade para o Brasil integrar alternativas mais limpas, como o hidrogênio, no futuro. Ela garante soluções energéticas estáveis, escaláveis e controladas localmente, reforçando o fornecimento de energia e estimulando o desenvolvimento econômico através da criação de emprego e do investimento em infraestrutura energética.