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ExxonMobil Retoma Operações Offshore em Trinidad com Sete Novos Blocos
ExxonMobil Retoma Operações Offshore em Trinidad com Sete Novos Blocos

Manuel Lemos
Oil and Gas Editor. Manuel covers the global energy sector with a focus on industry trends, policy, and investment developments.
A ExxonMobil prepara-se para regressar às águas de Trinidad e Tobago após mais de duas décadas, com planos para explorar sete blocos localizados em zonas ultraprofundas na costa leste do país. Este avanço representa um passo estratégico importante para a revitalização do sector offshore do Estado caribenho.
Os blocos em causa situam-se em águas com profundidades entre 2.000 e 3.000 metros, próximos do prolífico bloco Stabroek, na Guiana. A área de exploração, agora designada por Ultra Deep 1 (UD1), deverá ser formalmente atribuída à ExxonMobil em breve, assinalando uma nova fase de investimentos na região.
O acordo prevê o pagamento de um bónus de assinatura e um programa de exploração dividido em três fases, que inclui a aquisição de dados sísmicos e a perfuração de poços. Caso as actividades resultem em descobertas comerciais de petróleo ou gás, Trinidad e Tobago poderá beneficiar-se através do recebimento de royalties, participação nos lucros e mecanismos de recuperação de custos.
A ExxonMobil manifestou interesse nestes blocos ainda em 2024. A iniciativa decorre paralelamente a um concurso para a concessão de áreas de águas profundas, actualmente em curso, com término previsto para Setembro. Segundo a legislação local, o governo pode também negociar directamente áreas não incluídas no concurso.
Este novo desenvolvimento visa atrair investimentos e impulsionar a produção nacional de hidrocarbonetos, elemento essencial para sustentar as indústrias de gás natural liquefeito e petroquímica do país. Há igualmente grande expectativa quanto a possíveis descobertas de petróleo em águas profundas, especialmente após o cancelamento de um importante projecto de gás com a Venezuela, devido à revogação de uma autorização por parte dos Estados Unidos.
Entretanto, na vizinha Guiana, a ExxonMobil e os seus parceiros avançam com uma nova unidade de produção offshore, que deverá aumentar significativamente a capacidade da região. A previsão é que a produção atinja 1,7 MBPD até 2030.