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Begónia Estreia como Primeiro Interbloco de Angola com Produção de 30 KBD

Begónia Estreia como Primeiro Interbloco de Angola com Produção de 30 KBD

Publicado: Julho 07, 2025 @ 4:01 pm
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Manuel Lemos

Manuel Lemos

Oil and Gas Editor. Manuel covers the global energy sector with a focus on industry trends, policy, and investment developments.

Julho 07, 2025 @ 4:01 pm

O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, em coordenação com a TotalEnergies, está a ultimar os aspectos técnicos e administrativos para o arranque da primeira fase de produção do projecto Begónia, situado na Bacia do Congo. O activo terá uma capacidade instalada para produzir até 30 KBD.

O desenvolvimento deste interbloco integra a estratégia do Executivo angolano, através da sua concessionária Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), para mitigar o declínio natural da produção petrolífera nacional, impulsionado pela maturidade dos campos e pela redução do investimento no sector nos últimos anos.

O Begónia será o primeiro projecto interbloco em Angola operado pela TotalEnergies, posicionado na confluência dos blocos 17 e 17/06, e conectado à plataforma Pazflor e ao Bloco 17/06 por uma infraestrutura submarina.

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O Bloco 17 é liderado pela TotalEnergies, com uma participação de 38%, em consórcio com a Equinor (22,16%), ExxonMobil (19%), Azule Energy (15,84%) e Sonangol Pesquisa & Produção (5%). As principais áreas de produção neste bloco são operadas por unidades flutuantes (FPSOs), nomeadamente Girassol, Pazflor e CLOV.

Já o Bloco 17/06 também tem a TotalEnergies como operadora, com 30% de participação, ao lado da Sonangol EP (30%), SSI (27,5%), ETU Energias (7,5%) e Falcon Oil (5%).

O projecto Begónia reforça o posicionamento da TotalEnergies como um dos principais actores na exploração em águas profundas em Angola, ao mesmo tempo que marca um avanço significativo na integração de operadores nacionais. Estima-se que mais de 60% da participação consorcial esteja sob gestão de empresas angolanas, com destaque para a Sonangol Pesquisa & Produção.

Este investimento insere-se numa fase de forte dinamismo no sector petrolífero angolano, sob liderança do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, com a implementação de grandes projectos como as refinarias de Cabinda, Lobito e Luanda, o Novo Consórcio de Gás, o Agogô Integrated West Hub Development e o desenvolvimento do projeto Kaminho, em águas profundas.

O FPSO Dália, em operação desde 2006, também beneficiará desta nova fase de investimentos, contribuindo para aumentar a eficiência productiva, reduzir as emissões e explorar novas oportunidades de produção no Bloco 17, no contexto da sua estratégia de redesenvolvimento.

A TotalEnergies e os seus parceiros prosseguem com a implementação de uma estratégia focada na produção energética mais eficiente, com menores custos e impacto ambiental, alinhada com os compromissos de sustentabilidade e transição energética assumidos pelo país.

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