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Begónia Estreia como Primeiro Interbloco de Angola com Produção de 30 KBD
Begónia Estreia como Primeiro Interbloco de Angola com Produção de 30 KBD

Manuel Lemos
Oil and Gas Editor. Manuel covers the global energy sector with a focus on industry trends, policy, and investment developments.
O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, em coordenação com a TotalEnergies, está a ultimar os aspectos técnicos e administrativos para o arranque da primeira fase de produção do projecto Begónia, situado na Bacia do Congo. O activo terá uma capacidade instalada para produzir até 30 KBD.
O desenvolvimento deste interbloco integra a estratégia do Executivo angolano, através da sua concessionária Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), para mitigar o declínio natural da produção petrolífera nacional, impulsionado pela maturidade dos campos e pela redução do investimento no sector nos últimos anos.
O Begónia será o primeiro projecto interbloco em Angola operado pela TotalEnergies, posicionado na confluência dos blocos 17 e 17/06, e conectado à plataforma Pazflor e ao Bloco 17/06 por uma infraestrutura submarina.
O Bloco 17 é liderado pela TotalEnergies, com uma participação de 38%, em consórcio com a Equinor (22,16%), ExxonMobil (19%), Azule Energy (15,84%) e Sonangol Pesquisa & Produção (5%). As principais áreas de produção neste bloco são operadas por unidades flutuantes (FPSOs), nomeadamente Girassol, Pazflor e CLOV.
Já o Bloco 17/06 também tem a TotalEnergies como operadora, com 30% de participação, ao lado da Sonangol EP (30%), SSI (27,5%), ETU Energias (7,5%) e Falcon Oil (5%).
O projecto Begónia reforça o posicionamento da TotalEnergies como um dos principais actores na exploração em águas profundas em Angola, ao mesmo tempo que marca um avanço significativo na integração de operadores nacionais. Estima-se que mais de 60% da participação consorcial esteja sob gestão de empresas angolanas, com destaque para a Sonangol Pesquisa & Produção.
Este investimento insere-se numa fase de forte dinamismo no sector petrolífero angolano, sob liderança do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, com a implementação de grandes projectos como as refinarias de Cabinda, Lobito e Luanda, o Novo Consórcio de Gás, o Agogô Integrated West Hub Development e o desenvolvimento do projeto Kaminho, em águas profundas.
O FPSO Dália, em operação desde 2006, também beneficiará desta nova fase de investimentos, contribuindo para aumentar a eficiência productiva, reduzir as emissões e explorar novas oportunidades de produção no Bloco 17, no contexto da sua estratégia de redesenvolvimento.
A TotalEnergies e os seus parceiros prosseguem com a implementação de uma estratégia focada na produção energética mais eficiente, com menores custos e impacto ambiental, alinhada com os compromissos de sustentabilidade e transição energética assumidos pelo país.