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TotalEnergies Volta a Adiar o Projecto LNG de $20 Biliões em Moçambique
TotalEnergies Volta a Adiar o Projecto LNG de $20 Biliões em Moçambique

PETROANGOLA
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A TotalEnergies voltou a adiar reinício das obras de construção da planta de LNG avaliada em $20 biliões em Moçambique, devido às preocupações contínuas de segurança naquele país.
Como consequência, a fábrica não estará concluiída antes de 2029, embora esperava-se um levantamento da Força Maior e reiniciar a construção do projecto de gás natural liquefeito até ao final de 2024. O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, expressou aos investidores que o levantamento de força maior depende da obtenção de financiamento para o projecto. No entanto, um empréstimo de $4,7 biliões do Banco de Exportação e Importação dos EUA (EXIM) continua pendente de reaprovação após a suspensão da construção em 2021, em meio aos conflitos violentos na região de Cabo Delgado, perto do local do projecto.
Para a TotalEnergies, a prioridade passa a ser a restauração da paz e a segurança em Cabo Delgado e o levantamento da força maior.
O EXIM está actualmente a reavaliar o pacote de empréstimos modificado em conjunto com outras agências de crédito à exportação. O banco concordou inicialmente em financiar o Moçambique LNG durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump. No entanto, os esforços para alterar o empréstimo e reiniciar o projecto enfrentaram atrasos durante a administração do ex-presidente Joe Biden, que limitou o financiamento para projectos de petróleo e gás no estrangeiro.
Esperava-se que a planta Mozambique LNG, na qual a TotalEnergies detém um interesse participativo de 26,5%, transformasse o país do Sul de África num importante produtor de LNG antes do projecto ser paralisado devido às insurgências em Cabo Delgado.
A Mitsui,empresa parceira do projecto, apontou algumas melhorias na segurança na área, e espera que sejam feitos os preparativos finais para se retomar a construção da fabrica após renegociações com os empreiteiros.
O Presidente moçambicano Daniel Chapo, que tomou posse na semana passada, prometeu continuar a mobilizar soldados para proteger o local do projecto.