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TotalEnergies Reafirma Compromisso de Longo Prazo com a Indústria de Oil & Gas Angolana
TotalEnergies Reafirma Compromisso de Longo Prazo com a Indústria de Oil & Gas Angolana

Vladimir Pereira
Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.
A Supermajor TotalEnergies está a implementar uma estratégia de crescimento multifacetada em Angola, combinando o desenvolvimento de projectos em águas profundas, a optimização de campos maduros e a exploração de novas áreas, à medida que a empresa expande a sua posição a longo prazo no país.
Responsável por cerca de 45% da produção petrolífera nacional, a TotalEnergies continua a reforçar a sua presença em Angola através de investimentos que demonstram o seu compromisso com o mercado angolano, bem como as suas ambições mais amplas de apoiar os objectivos do país de manter a produção acima de 1 MBPD.
Entre os desenvolvimentos recentes da empresa está o projecto Kaminho, localizado em águas profundas no Bloco 20/11, na Bacia do Kwanza, onde a petrolífera francesa tomou a decisão final de investimento em 2024. O projecto, orçado em aproximadamente $6 biliões, deverá produzir cerca de 70 KBPD por meio de uma FPSO projectada com tecnologias de baixa emissão, com previsão de início de operação em 2028.
A companhia também assinou recentemente um acordo de princípios com a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) para estender a licença do Bloco 32 até 2043. O acordo estabelece os termos gerais para o desenvolvimento contínuo do bloco, ao mesmo tempo que delineia a possível aplicação do Decreto Presidencial n.º 8/24, sobre a Produção Incremental, visando impulsionar a produção da referida concessão. O Bloco 32 é um dos maiores activos produtores do país, abrangendo seis campos e incluindo o projecto Kaombo.
Em março deste ano, a TotalEnergies assinou um acordo com a ExxonMobil e a ANPG abrangendo quatro blocos offshore nas bacias de Benguela e Namibe, nomeadamente os Blocos 40, 41, 42 e 58, com vista a apoiar actividades adicionais de exploração em áreas de fronteira na costa de Angola.
A empresa participa igualmente de estudos que avaliam oportunidades adicionais nas áreas livres dos Blocos 17/06 e 32/21, duas áreas maduras de produção offshore.
Em 2025, a TotalEnergies expandiu seu portfólio de produção em Angola com o início das operações dos projectos offshore Begónia e CLOV Fase 3, localizados nos Blocos 17/06 e 17, que juntos adicionaram aproximadamente 60 KBPD à produção nacional.
O projecto Begónia destaca-se por ser o primeiro desenvolvimento interblocos em Angola, permitindo a produção de recursos do Bloco 17/06 através da utilização de infraestruturas já existentes no Bloco 17, o que optimiza custos operacionais e maximiza a eficiência no aproveitamento das infraestruturas instaladas.
Segundo a companhia francesa os projectos reflectem a sua estratégia mais ampla de equilibrar novas oportunidades de exploração com a revitalização e optimização da infraestrutura offshore existente no offshore de Angola.