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TotalEnergies Prepara-se Para Deixar de Operar no Onshore da Nigéria
TotalEnergies Prepara-se Para Deixar de Operar no Onshore da Nigéria
PETROANGOLA
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A gigante francesa TotalEnergies pretende vender a sua participação minoritária numa importante joint venture nigeriana de petróleo com actividade onshore, devido ao grau elevado de instabilidade e outros constrangimentos associados às operações onshore na região do Delta do Níger.
Durante a apresentação de resultados anuais da TotalEnergies, o CEO Patrick Pouyanné enfatizou a vontade da empresa de se desfazer dos seus activos na SPDC e remodelar o seu portfólio, uma vez que a produção de petróleo no Delta do Níger não está em linha com as suas políticas de saúde, segurança e ambiente.
O anúncio da empresa veio na sequência da recente decisão da petrolífera Shell, de alienar a sua participação de 30% na JV Shell Petroleum Development Company (SPDC), onde a TotalEnergies detém 10% do ativo.
O consórcio SPDC tem enfrentado durante anos centenas de derrames de petróleo em terra, resultante de acções de sabotagem e problemas operacionais que levaram a reparações dispendiosas e a processos judiciais de grande repercussão.
A SPDC opera uma rede de oleodutos e conta com 263 poços de petróleo, 56 poços de gás, 06 usinas de gás, 02 terminais de exportação de petróleo e 01 usina de energia.
A TotalEnergies é a mais recente companhia petrolífera internacional que tenciona retirar-se das operações onshore da Nigéria, após décadas de produção. Apesar disso, o player francês, que produziu um total de 219 KBOPD em 2023 na Nigéria, continua a ser um grande operador em campos offshore naquele país da África Ocidental.
A TotalEnergies afirma que continuará a desenvolver o seu negócio de oil & gas na Nigéria, com um investimento previsto de $6 biliões para os próximos anos.
Recentemente, outras multinacionais como a ExxonMobil, Eni e Equinor, também venderam seus activos na Nigéria para se concentrarem em operações mais novas e mais lucrativas noutras regiões.