Sexta-feira, Outubro 09, 2026

TotalEnergies Mobiliza Financiamento Norte-Americano para Expandir Operações em África

TotalEnergies Mobiliza Financiamento Norte-Americano para Expandir Operações em África

Publicado: Setembro 23, 2026 @ 6:27 pm
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Vladimir Pereira

Vladimir Pereira

Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.

Setembro 23, 2026 @ 6:27 pm

A supermajor TotalEnergies e a Global Infrastructure Partners, da BlackRock, assinaram um acordo de parceria, segundo o qual o referido fundo norte-americano investirá $1,8 bilião em determinados activos de petróleo e gás da companhia francesa em África.

Em contrapartida, a TotalEnergies pagará à Global Infrastructure uma taxa por um período de até 15 anos, com base na produção dos activos. A empresa não especificou, contudo, quais dos seus activos de infraestrutura energética estarão abrangidos pelo acordo de parceria.

Com a transacção, a TotalEnergies continuará a operar os activos abrangidos, ao mesmo tempo que reduz a exposição financeira de longo prazo e liberta recursos para novos investimentos no sector petrolífero.

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A iniciativa surge numa fase de expansão da TotalEnergies no continente, com actividades em Angola, Namíbia e Uganda. Em Angola, a petrolífera anunciou recentemente uma nova descoberta offshore no Bloco 17 e a aquisição de participações em dois blocos de exploração.

A companhia também expandiu seu portfólio de exploração na costa da Namíbia, adquirindo novas áreas situadas a norte de um bloco onde foi realizada uma importante descoberta de petróleo, numa estratégia que visa reforçar a sua actividade naquele que se tem afirmado como um novo hotspot global de exploração petrolífera.

No ano passado, a TotalEnergies assinou um acordo com a Galp que formalizou a sua posição nas duas maiores descobertas de petróleo offshore da Namíbia, Mopane e Venus, através de uma troca estratégica de activos.

No Uganda, a empresa francesa e a chinesa CNOOC estão a desenvolver os campos petrolíferos de Tilenga e Kingfisher, uma operação que deverá transformar o país, sem litoral, num novo exportador mundial de petróleo a partir do início de 2027. A produção será escoada através do East African Crude Oil Pipeline (EACOP), um oleoduto avaliado em cerca de $5 biliões, que ligará os campos petrolíferos de Uganda ao porto de Tanga, na Tanzânia.

 

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