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Shell, Petrobras e Galp se Unem para Impulsionar a Exploração de Petróleo em São Tomé e Príncipe
Shell, Petrobras e Galp se Unem para Impulsionar a Exploração de Petróleo em São Tomé e Príncipe

Vladimir Pereira
Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.
A petrolífera Shell firmou acordos de farm-out com a Petrobras e a Galp Energia para o Bloco Exploratório 4, localizado na costa de São Tomé e Príncipe, na região equatorial da África Ocidental, uma área considerada promissora e com alto potencial de hidrocarbonetos.
Com a entrada da petrolífera estatal brasileira e da empresa de energia portuguesa, dois importantes players do sector energético, a expectativa é de que as actividades de exploração e desenvolvimento no bloco ganhem ritmo acelerado.
Após longas negociações, a Shell manteve-se como operadora do Bloco 4, com uma participação de 30%, enquanto a Petrobras e a Galp detêm 27,5% cada. Os 15% restantes permanecem sob controle da Agência Nacional de Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP).
A manutenção do controle operacional evidencia o compromisso da Shell em conduzir as actividades de exploração com excelência técnica e precisão estratégica. Ao ceder participações à Petrobras e à Galp, a empresa adopta uma abordagem colaborativa, visando aproveitar a expertise regional e os conhecimentos geológicos compartilhados. Com 30% de participação, a Shell garante a continuidade na gestão do projecto, enquanto a parceria contribui para a distribuição dos riscos e a optimização dos recursos.
Já a participação da Agência Nacional de Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP) reflecte uma tendência crescente de entidades nacionais assumirem papéis de destaque em projectos de exploração, assegurando benefícios económicos e sociais para o país.
Esta aquisição marca a quarta concessão da Petrobras nos territórios offshore de São Tomé e Príncipe, o que reforça o foco estratégico da empresa em activos em águas profundas na África Ocidental. No início de Fevereiro de 2024, a companhia brasileira garantiu uma participação de 45% nos Blocos offshore 10 e 13, além de 25% no Bloco 11.
A Galp consolidou-se como uma operadora-chave na região, gerindo os Blocos 6 e 12 em águas ultra-profundas, em parceria com a Shell, a Equinor e a ANP-STP. Além disso, o player português detém uma participação de 20% no Bloco 11, juntamente com a Shell e a ANP-STP, aprofundando ainda mais a sua presença no sector offshore de São Tomé e Príncipe.
O Bloco Exploratório 4, situado na costa de São Tomé e Príncipe, está inserido em uma bacia com alto potencial exploratório, caracterizada por estruturas geológicas complexas e sistemas petrolíferos já comprovados. A localização do bloco na margem equatorial do Atlântico o expõe a sequências sedimentares significativas, favoráveis à geração e ao aprisionamento de hidrocarbonetos.
Extensos levantamentos sísmicos e análises geológicas revelaram múltiplas prospecções e indícios com potencial para acumulações de petróleo e gás. A parceria entre Shell, Petrobras e Galp Energia possibilitará a implementação de programas abrangentes de avaliação de recursos, que incorporam técnicas geofísicas modernas e modelagem avançada de bacias.