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Shell Expande Negócio Upstream com Novas Oportunidades nos EUA, Brasil, Gana, Angola e Nigéria
Shell Expande Negócio Upstream com Novas Oportunidades nos EUA, Brasil, Gana, Angola e Nigéria

Vladimir Pereira
Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.
A supermajor Shell está a expandir o seu portfólio global de petróleo e gás, com novas oportunidades de investimento nos Estados Unidos, Brasil, Gana, Angola e Nigéria. O movimento integra a estratégia da empresa de reforçar a sua presença em regiões consideradas estratégicas para o crescimento do negócio upstream, com foco em activos offshore.
Nos Estados Unidos, a petrolífera britânica adquiriu uma participação de 30% no projecto de exploração Conifer, operado pela BP no Golfo da América, nas proximidades do campo de desenvolvimento Kaskida, também operado pela BP.
O prospecto Conifer está localizado em águas profundas, dentro do Keathley Canyon, aproximadamente 400 km a sudoeste de Nova Orleans. A perfuração do primeiro poço exploratório está prevista para 2027.
No Brasil, a Shell avançou igualmente com a aquisição de uma participação de 50% no Bloco Tupinambá, actualmente em fase de exploração, situado na Bacia de Santos. A BP permanecerá como operadora da concessão, com os restantes 50% de participação, estabelecendo uma parceria entre as duas empresas para uma nova frente de exploração em águas brasileiras.
O Bloco Tupinambá foi atribuído à BP em Dezembro de 2023, durante o segundo ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção. A perfuração do poço exploratório de Tupinambá deverá começar em breve.
A expansão da Shell estende-se também ao continente africano, onde a empresa está a avaliar novas oportunidades e a reforçar a sua presença em mercados com elevado potencial no segmento offshore.
No Gana, a empresa assinou um acordo não vinculativo com a Ghana National Petroleum Corporation referente à potencial aquisição de direitos de produção no bloco de petróleo e gás South Deepwater Tano Cape Three Points.
Assinado no início deste mês, o memorando de entendimento estabelece uma estrutura para futuras negociações entre as partes, não representando, contudo, uma concessão definitiva dos direitos de produção.
Em Angola, a estratégia assume particular relevância com o regresso da Shell ao mercado angolano, cerca de duas décadas depois da sua saída. A companhia assinou um Acordo de Princípios que estabelece as bases para a futura celebração de 17 Contratos de Serviços com Risco, numa iniciativa que comtempla a atribuição dos Blocos 19, 34 e 35, além de outros 14 blocos localizados em águas ultraprofundas das Bacias do Baixo Congo e do Kwanza.
O acordo, assinado pelo consórcio liderado pela Shell, que integra a Equinor e a Sonangol E&P, prevê investimentos em actividades de exploração, com potencial para contribuir para a criação de postos de trabalho, o desenvolvimento de competências locais e o aumento das receitas fiscais do Estado angolano.
Já na Nigéria, a petrolifera europeia redefiniu a sua estratégia de exploração e produção de petróleo, ao alienar activos onshore e concentrar-se no desenvolvimento de projectos offshore. A empresa mantém uma posição relevante na produção em águas profundas através do campo de Bonga, localizado ao largo da costa nigeriana, no Golfo da Guiné.
Recentemente, a Shell e os seus parceiros, Nigerian National Petroleum Company Limited (NNPC), Esso Exploration and Production e Nigerian Agip Exploration (NAE), assinaram uma adenda ao Contrato de Partilha de Produção (CPP) da Licença de Exploração de Petróleo OML 118.
A assinatura ocorreu na sequência da aprovação de novos incentivos para projectos de petróleo e gás em águas profundas, no âmbito das reformas promovidas pelo Governo nigeriano para aumentar a competitividade do sector e estimular novos investimentos.
O acordo permitirá avançar com o projecto Bonga Southwest/Aparo (BWSAp) em direcção à Decisão Final de Investimento (FID), enquanto o consórcio avalia outras oportunidades de desenvolvimento.
A combinação entre novas áreas de exploração nos Estados Unidos e Brasil, a entrada no Gana, o regresso em Angola e a consolidação da posição offshore na Nigéria permite à Shell diversificar o seu portfólio upstream e posicionar-se em algumas das principais regiões produtoras e exploratórias de petróleo e gás do mundo.