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Sanções Norte-Americanas Aumentaram Significativamente as Exportações de Petróleo da Rússia
Sanções Norte-Americanas Aumentaram Significativamente as Exportações de Petróleo da Rússia
PETROANGOLA
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As sanções dos EUA contra a Venezuela e o Irão tiveram um efeito colateral não planeado, tendo como consequência o aumento das exportações de petróleo pesado e azedo da Rússia. Estima-se que as petrolíferas russas arrecadaram mais de $905 milhões com essas vendas entre Novembro 2018 e Julho 2019.
A Venezuela é um dos principais fornecedores globais de petróleo pesado, mas as sanções dos EUA reduziram significativamente as suas exportações. O Irão também produz petróleo pesado, que agora tornaram-se menos acessíveis aos compradores estrangeiros, liberando espaço para os Urais.
A decisão da OPEP em reduzir a sua produção de petróleo bruto como parte do seu acordo de Dezembro de 2018, aumentou a pressão sobre a oferta de crude pesado.
Apesar das isenções concedidas a 8 países importadores, eventualmente chegou a um prêmio, especialmente no mediterrâneo, onde a demanda por petróleo iraniano estava em alta. Neste momento a Ural está a ser comercializado com um desconto de mais de $2/bbl em comparação ao Brent.
Enquanto isso, a produção de petróleo da Rússia também está em alta, após um declínio temporário. Desde Agosto que o índice de produção subiu para mais de 11,3 mbpd depois de ter estado abaixo de 11,2 mbpd em Julho.
As sanções dos EUA estão a mudar definitivamente os padrões de produção e preços do petróleo pesado, assim como a produção dos EUA.
No ano passado, o percentual do petróleo mais pesado estabilizou-se abaixo dos 40% do total da quantidade de crude produzida, pela primeira vez na história. Ao mesmo tempo graças a revolução do petróleo de xisto dos EUA, o percentual do petróleo leve e doce aumentou para mais de 20%. Isso também teve um efeito sobre a diferença de preços entre o petróleo leve e mais pesados. (Oilprice).