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Refinarias Chinesas Reduzem Taxa de Processamento de Petróleo ao Menor Nível Desde 2022
Refinarias Chinesas Reduzem Taxa de Processamento de Petróleo ao Menor Nível Desde 2022

Vladimir Pereira
Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.
A actividade downstream na China registou em Abril uma desaceleração acentuada, com a taxa de processamento de petróleo bruto a recuar para o nível mais baixo desde Agosto de 2022, num contexto marcado pela alta dos preços do crude, deterioração das margens de refinação e intensificação das incertezas no mercado energético global, impulsionada pela guerra no Médio Oriente.
Segundo dados oficiais do Escritório Nacional de Estatísticas da China, o volume de petróleo processado caiu 5,8% em termos homólogos, para cerca de 13,3 MBPD, reflectindo uma postura operacional mais cautelosa por parte das refinarias, sobretudo das unidades independentes, mais expostas à volatilidade do mercado petrolífero.
A taxa média de utilização do parque de refinação baixou para 63,59%, evidenciando menor intensidade da actividade industrial no sector energético chinês, o que reforça sinais de desaceleração na procura global de petróleo.
O aumento dos custos de aquisição de crude, combinado com a instabilidade nas cadeias globais de abastecimento, levou várias refinarias a antecipar paragens de manutenção e a reduzir as taxas de produção, numa tentativa de limitar perdas operacionais num ambiente de margens negativas.
No comércio externo, as importações chinesas de petróleo bruto registaram uma queda próxima de 20% no mês passado, atingindo o nível mais baixo em quase quatro anos. O recuo reflecte tanto a moderação da procura doméstica como constrangimentos logísticos associados ao fornecimento proveniente do Médio Oriente, região que continua a desempenhar papel estratégico no abastecimento de energia para Ásia.
Apesar da redução das importações e do menor ritmo de processamento, os stocks de petróleo e derivados registaram um aumento ao longo do mês de Abril, sustentados pela fraca demanda doméstica e pelas restrições às exportações de combustíveis refinados, uma estratégia destinada a preservar o abastecimento interno face à crescente instabilidade geopolítica internacional.