Segunda-feira, Setembro 14, 2026

Preços do Petróleo Disparam com Novas Sanções dos EUA à Rússia 

Preços do Petróleo Disparam com Novas Sanções dos EUA à Rússia 

Publicado: Outubro 23, 2025 @ 11:59 am
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Vladimir Pereira

Vladimir Pereira

Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.

Outubro 23, 2025 @ 11:59 am

Os preços do petróleo registaram uma forte alta de 5% nesta quinta-feira, após o presidente Donald Trump anunciar novas sanções contra as duas maiores produtoras de petróleo da Rússia, Lukoil e Rosneft, marcando as primeiras sanções relacionadas à Ucrânia em seu segundo mandato.

O contrato futuro do ICE Brent para entrega em Dezembro subiu $2,97/bbl (4,80%) em relação ao fecho da sessão anterior, sendo negociado a uma média de $65,20/bbl. Já o contrato de petróleo light sweet da NYMEX WTI também para entrega em Dezembro subiu $2,73/bbl (4,70%), atingindo uma média semanal de $61,23/bbl.

As medidas, anunciadas na noite de quarta-feira em Washington, ocorreram em um momento em que o descontentamento do presidente Trump com Vladimir Putin aumentou, devido à guerra em curso na Ucrânia. As sanções norte-americanas seguiram-se ao 19º pacote de restrições aprovado pela União Europeia, que inclui a proibição das importações de gás natural liquefeito russo, e uma medida semelhante foi adoptada pelo Reino Unido na semana passada, sancionando as mesmas gigantes russas do sector energético.

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As novas sanções representam uma mudança política significativa para Trump, que anteriormente evitava atingir directamente empresas petrolíferas russas, optando por tarifas e outras medidas comerciais. No início deste ano, o presidente norte-americano impôs tarifas de 25% sobre produtos indianos em retaliação às compras contínuas de petróleo russo com desconto realizadas por Nova Délhi.

A Casa Branca tem evitado, até o momento, impor sanções aos compradores chineses, outro mercado essencial para o petróleo bruto russo. Desde que o tecto de US$ 60 por barril para o petróleo russo foi introduzido pelos países ocidentais em 2022, Moscou redireccionou grande parte de suas exportações de petróleo da Europa para a Ásia, tendo a Índia e a China se tornado seus principais destinos.

Os preços do petróleo caíram no início da semana em meio a novos temores de excesso de oferta e preocupações com o enfraquecimento da demanda global devido às tensões entre Washington e Pequim. Na terça-feira, o petróleo Brent caiu pela segunda sessão consecutiva, atingindo seus níveis mais baixos em quase cinco meses antes de se recuperar com as notícias sobre as novas sanções contra a Rússia. 

A expectativa é que as essas sanções provavelmente manterão os preços do petróleo sustentados no curto prazo, especialmente porque os investidores avaliam a possibilidade de retaliações por parte de Moscou. A médio e longo prazo, uma queda continua provável se as sanções não conseguirem reduzir significativamente as exportações russas ou se a demanda global permanecer fraca. Parece que a única certeza nos mercados de petróleo actuais é a volatilidade.

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