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Preços do Petróleo Caem com Expectativa de Aumento da Oferta da OPEP+ e Alívio nas Tensões no Médio Oriente
Preços do Petróleo Caem com Expectativa de Aumento da Oferta da OPEP+ e Alívio nas Tensões no Médio Oriente

Manuel Lemos
Oil and Gas Editor. Manuel covers the global energy sector with a focus on industry trends, policy, and investment developments.
Os preços do petróleo caíram na Segunda-feira, 30 de Junho, devido à diminuição dos riscos geopolíticos no Médio Oriente e à possibilidade de um novo aumento da produção pela OPEP+ em Agosto, o que melhora as expectativas quanto à oferta, em meio à persistente incerteza sobre a evolução da procura global.
Os contractos futuros do Brent, referência para as exportações angolanas, caíram 12 cêntimos, ou 0,18%, para $67,65/bbl, antes do vencimento do contracto de Agosto, na Segunda-feira. O contracto de Setembro, mais activo, estava em $66,56/bbl, 24 centavos abaixo. Enquanto o WTI caiu 36 centavos, ou 0,55%, para $65,16/bbl.
Na semana passada, ambas as referências registaram o maior declínio semanal desde Março de 2023, mas deverão terminar em alta em Junho, com um segundo ganho mensal consecutivo de mais de 5%.
O conflito de 12 dias que começou com Israel a atacar as instalações nucleares do Irão no dia 13 de Junho fez subir os preços do petróleo no geral. Na altura, os preços subiram para próximo da linha de $80/bbl depois da intervenção dos EUA com ataque as instalações nucleares do Irão, mas em seguida os preços caíram para $67/bbl e mais abaixo tão logo o presidente americano anunciou um cessar-fogo entre as duas nações envolvidas. Como resultado, o mercado retirou a maior parte do prémio de risco geopolítico incorporado no preço após o cessar-fogo.
Do lado da OPEP+, quatro delegados, incluindo aliados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, afirmaram que o grupo deverá aumentar a produção em 411 KBD em Agosto, após aumentos de produção de tamanho semelhante em maio, Junho e Julho. A próxima reunião da coalisão está agendada para o dia 6 de Julho e marcará a quinta edição deste importante encontro, que continua desempenhando um papel estratégico nas decisões sobre a política de produção de petróleo no cenário global.