As multinacionais ExxonMobil e TotalEnergies registaram novas descobertas de petróleo no offshore angolano, reforçando a …
Mais Lidas
- Estágio Profissional – Consultor Estratégico de Petróleo & Gás
- Shell Expande Negócio Upstream com Novas Oportunidades nos EUA, Brasil, Gana, Angola e Nigéria
- Galp e TotalEnergies Reforçam Parceria no Offshore da Namíbia
- ExxonMobil e TotalEnergies Intensificam Exploração Offshore com Novas Descobertas de Petróleo em Angola
- Barril de Petróleo Aproxima-se dos $100 Após Novos Ataques dos EUA a Navios Petroleiros Iranianos
Preços do Crude Voltam a Subir Após Novos Ataques dos EUA ao Irão
Preços do Crude Voltam a Subir Após Novos Ataques dos EUA ao Irão

Patricio Wanderley Quingongo
Expert in Strategic Management Oil & Gas. Patricio analyzes the oil and gas market, and the different tax regimes applied to the international oil and gas industry. He also evaluates the performance of National and International Oil & Gas companies.
Os preços do petróleo bruto voltaram a subir na manhã desta terça-feira, pelo segundo dia consecutivo, após uma nova troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irão, aumentando os receios do surgimento de uma nova escalada no conflito do Médio Oriente e de possíveis perturbações no fornecimento de crude através do Estreito de Ormuz.
O contrato futuro do Brent subiu $2,39/bbl (2,71%) em relação ao fecho da sessão anterior, sendo negociado a $91,48/bbl. Já o contrato do WTI registou uma subida de $2,06/bbl (2,47%), fixando-se em $86,97/bbl.
O aumento ocorre depois de ambos os benchmarks terem encerrado a semana passada com perdas superiores a 4%, numa altura em que os mercados avaliavam a possibilidade de uma normalização do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Os dados de navegação mostram que o tráfego de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz permanece muito abaixo dos níveis anteriores à guerra, estando o fluxo diário avaliado em 6MMBBLS, com uma média de 05 navios diários, muito abaixo dos 14 navios/dia registados nos últimos 10 dias.
Apesar do Brent ter novamente ultrapassado a barreira dos $90/bbl, os preços continuam abaixo dos níveis registados durante os períodos mais intensos do conflito, com o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz significativamente reduzido, o que alimenta as preocupações sobre possíveis impactos no mercado físico.
Este impasse tem impactado de forma significativa as reservas mundiais de petróleo. Os stocks dos EUA estão a aproximar-se dos níveis mínimos, enquanto a capacidade da China de manter as importações baixas será testada à medida que a procura sazonal aumenta.
Os combustíveis fósseis, ainda considerados como o motor da economia, estão com uma oferta restrita, comprometida pelos danos causados as refinarias no Médio Oriente e pelo bloqueio de Ormuz e, recentemente agravada com a proibição de exportação de gasóleo russo.
Por enquanto, os investidores estarão atentos a novos sinais de escalada militar e à evolução do tráfego de petróleo através do Estreito de Ormuz, cuja normalização continua a ser determinante para o equilíbrio dos mercados globais de energia.