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OPEP+ Recusa Mudar os Planos de Cortes de Produção de Petróleo
OPEP+ Recusa Mudar os Planos de Cortes de Produção de Petróleo

PetroAngola
Consultoria em Petróleo & Gás, líder independente, provedor de informação, preços de referências e análise do mercado petrolífero em Angola.
Apesar da pressão por parte do presidente Donald Trump, a coalizão OPEP+ recusou alterar o seu plano actual de redução gradual dos cortes de produção de petróleo.
Uma das primeiras ordens de negócios do Presidente Trump após ter assumido o poder foi declarar que iria pedir à OPEP para aumentar a sua produção de petróleo para reduzir os preços. Trump prometeu energia barata aos americanos e prometeu pôr fim rápido à guerra na Ucrânia, o que, para ele, resultaria em preços mais baixos para o petróleo.
A OPEP não concordou e este pode ser o primeiro choque de realidade de Trump neste mandato. No entanto, há problemas maiores com a ideia de Trump de fazer com que a OPEP aumente a produção para o ajudar a cumprir a sua promessa eleitoral. Se por um lado há boas relações entre o príncipe herdeiro saudita e Trump, por outro lado estão as próprias prioridades da Arábia Saudita que procura financiar a sua Visão 2030, que para tal, precisa de preços do petróleo mais elevados. Adicionalmente, há um problema doméstico, uma vez que os preços baixos do petróleo não são o que os drillers americanos procuram. Ou seja, os objectivos de Trump de energia mais barata e de maior produção de petróleo e gás nos EUA estão em desacordo directo e bastante acentuado com as prioridades da OPEP e das principais empresas americanas de perfuração.
Na reunião ministerial de Dezembro último, a aliança decidiu adiar o início da flexibilização dos cortes de 2,2 MBPD para Abril de 2025. O cartel também estendeu o período de vigência dos cortes para Setembro de 2026. Reforçou-se ainda, a importância do cumprimento dos cortes e da compensação oportuna para os produtores que não aderiram às quotas atribuídas.
Os mercados globais de petróleo responderam este impasse com um alto grau de volatilidade, sendo que os preços afundaram cerca de 3%. Tudo isso demonstra que a relação de Trump com a OPEP será bastante complicada durante o seu segundo mandato. Quanto mais cedo a nova administração dos EUA reconhecer a realidade da situação, mais fácil será cultivar uma nova relação em pé de igualdade.