Refinarias da China, Japão e Coreia do Sul estão a recorrer ao petróleo argentino para …
Mais Lidas
- Bloco 15 Offshore Angola Completa 32 Anos de Actividade Desde o Início das Operações em 1994
- Preços do Crude Voltam a Subir Após Novos Ataques dos EUA ao Irão
- Etu Energias Adquire Participações da Chevron nos Blocos 14 e 14K
- TotalEnergies Pretende Investir na Construção de Dois Oleodutos para Contornar o Estreito de Ormuz
- Refinarias Asiáticas Recorrem ao Petróleo da Argentina em Meio à Crise no Médio Oriente
OPEP+ Anuncia Aumento de Produção para 547 KBD
OPEP+ Anuncia Aumento de Produção para 547 KBD

Manuel Lemos
Oil and Gas Editor. Manuel covers the global energy sector with a focus on industry trends, policy, and investment developments.
A aliança de países exportadores de petróleo OPEP+ concordou em aumentar a produção de petróleo em 547 KBD a partir de Setembro. A decisão, tomada durante uma reunião virtual, reflecte o optimismo em relação às perspectivas económicas mundiais e ao estado actual das existências de petróleo.
Oito países membros – Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Kazaquistão, Argélia e Omã – participarão no aumento da produção. Estes países tinham anteriormente implementado cortes voluntários na produção a partir de Novembro de 2023, que estavam inicialmente previstos para serem gradualmente eliminados até Setembro de 2026. Com o novo acordo, os cortes terminarão mais cedo do que o planeado.
Este anúncio segue-se a uma decisão anterior da OPEP+ em Julho de aumentar a produção em 548 KBD em Agosto. O grupo indicou que os futuros ajustamentos podem ainda estar sujeitos a alterações, dependendo das condições do mercado.
Embora o aumento da produção geralmente exerça uma pressão descendente sobre os preços do petróleo e da gasolina, o Brent manteve-se perto dos $70/bbl. Os analistas atribuem esta situação a factores como as potenciais reduções das exportações de petróleo da Rússia e uma acumulação significativa de inventários de petróleo bruto na China.
As tensões geopolíticas, particularmente relacionadas com o actual conflito na Ucrânia, continuam a influenciar os mercados energéticos. A evolução da política dos EUA e as potenciais sanções às exportações de energia russas podem também afectar a dinâmica dos preços e da oferta nos próximos meses.
Os oito países da OPEP+ envolvidos no último acordo deverão voltar a reunir-se em 7 de Setembro para analisar as condições do mercado e avaliar novos planos de produção.