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Nigéria, Congo e Iraque Reafirmam Compromisso Com a OPEP Após Saída de Angola
Nigéria, Congo e Iraque Reafirmam Compromisso Com a OPEP Após Saída de Angola
PetroAngola
Consultoria em Petróleo & Gás, líder independente, provedor de informação, preços de referências e análise do mercado petrolífero em Angola.
Os países membros da OPEP, Iraque, Nigéria e República do Congo, afirmaram o seu compromisso com o grupo de países exportadores de petróleo após a saída de Angola na semana passada.
O posicionamento dos países membros do cartel surge na sequência do abandono de Angola, na passada quinta-feira, devido a uma disputa sobre a sua quota de produção, reduzindo o número de membros do grupo para 12 nações e suscitando dúvidas sobre a sua coesão futura. A OPEP e os aliados decidiram mais uma vez reduzir a produção de petróleo para sustentar os preços, que caíram quase 20% nos últimos 03 meses.
O Ministro de Estado do Petróleo da Nigéria, Heineken Lokpobiri, confirma a dedicação do país aos objectivos da OPEP, ao mesmo tempo que impulsiona o envolvimento activo com a organização para abordar preocupações que ressoam não só dentro das fronteiras da Nigéria, mas em todo o continente Africano. Tal como Angola, a Nigéria teve um desacordo com os líderes da OPEP sobre a sua quota de produção para 2024, embora a situação já tenha sido resolvida na última reunião do grupo, em 30 de Novembro.
O Congo também reiterou o seu firme apoio à unidade e coesão no seio da OPEP e da OPEP+, na pessoa do Ministro dos Hidrocarbonetos, Bruno Jean-Richard Itoua, em comunicado, no qual referiu que cada membro, seja africano ou não, desempenha um papel indispensável na consecução dos objectivos comuns e na manutenção do equilíbrio do mercado petrolífero global.
Já o Iraque, explica que a OPEP está a tentar alcançar as taxas mais elevadas de equilíbrio entre a oferta e a procura em busca da estabilidade no mercado petrolífero global. O porta-voz do Ministério do Petróleo iraquiano, Assem Jihad, afirmou que essas acções irão resultar num bom nível de arrecadação receitas para o tesouro federal, mesmo que o país tenha de fazer alguns dos maiores cortes na produção no próximo mês para cumprir com a sua nova quota.
Angola abandonou a OPEP após 16 anos como membro, uma vez que rejeitou uma quota de produção mais baixa imposta pelos líderes do grupo para reflectir a actual capacidade de produção do país, tendo em conta o acentuado declínio da produção petrolífera do 2º maior produtor de petróleo de África, motivada pelo subinvestimento e instabilidade política.