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Importações de Petróleo da China Caem pela Primeira Vez em 20 anos
Importações de Petróleo da China Caem pela Primeira Vez em 20 anos

PETROANGOLA
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As importações de petróleo bruto da China registaram uma queda no ano passado, marcando a primeira redução em cerca de 20 anos, com excepção ao período de restrições impostas pela pandemia Covid-19.
De acordo com dados alfandegários, o volume médio importado pelo gigante asiático em 2024 foi de 11,04 MBPD, representando uma diminuição de 1,9% em comparação ao ano 2023, período no qual as importações chinesas atingiram um volume recorde de 11,28 MBPD, após o fim dos bloqueios da pandemia.
Em 2024, a economia chinesa não alcançou as expectativas do mercado, que previa um crescimento estável ou mais acentuado em relação a 2023. O desempenho económico do país foi afectado negativamente por pressões deflacionárias e pelo avanço na eletrificação do sector dos transportes.
A China é o maior mercado de veículos elétricos (EV) do mundo, sendo que a adopção de desses veículos tem sido apontada como a principal causa para a desaceleração do crescimento da demanda por combustíveis fósseis no país. Cogita-se que a demanda chinesa por combustíveis fósseis já tenha atingido seu pico, e que os futuros impulsionadores do consumo de crude sejam as matérias-primas destinadas à indústria petroquímica.
No entanto, um relatório recente sobre as vendas de veículos elétricos em 2024, mostrou que os veículos híbridos, que têm um motor elétrico e um motor de combustão interna, estão a tornar-se cada vez mais populares na China, o que sugere que pode não ser o fim da demanda por petróleo naquele país asiático.
As taxas de crescimento expressivas observadas nas últimas duas décadas dificilmente retornarão, à medida que a economia chinesa adopta um ritmo de expansão mais moderado, típico de economias em estágios mais maduros. As gigantes estatais de energia da China, CNPC e Sinopec, já projectaram o pico de crescimento da demanda por petróleo num curto horizonte. A CNPC prevê que o pico ocorrerá ainda este ano, enquanto a Sinopec estima que será alcançado em 2027.
A Agência Internacional de Energia (AIE) previu que a demanda por gasolina na China atingiria o pico em 2024, enquanto a demanda geral por outros produtos refinados atingirá o pico em 2027, reflectindo as mudanças estruturais no consumo de energia e na transição para fontes mais sustentáveis.