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Especulações Sobre Aumento de Circulação de Navios Petroleiros no Estreito de Ormuz Provoca Queda nos Preços do Crude
Especulações Sobre Aumento de Circulação de Navios Petroleiros no Estreito de Ormuz Provoca Queda nos Preços do Crude

Patricio Wanderley Quingongo
Expert in Strategic Management Oil & Gas. Patricio analyzes the oil and gas market, and the different tax regimes applied to the international oil and gas industry. He also evaluates the performance of National and International Oil & Gas companies.
Os preços do barril de petróleo caíram pelo quarto dia consecutivo em função da alta expectativa concernente a uma possível reabertura do Estreito de Ormuz.
Actualmente, regista-se um aumento na circulação de navios tankers na região, depois de surgirem relatos de que o Irão e Omã retomaram as negociações para o estabelecimento de um corredor de navegação temporário e avançar com a remoção de minas aquáticas nesta importante rota marítima.
Na manhã desta quinta-feira, o Brent futuro foi negociado 9% abaixo do preço de abertura da semana, tendo se fixado em $86,69/bbl, enquanto o WTI também para entrega futura, foi comercializado a $80,61/bbl. A pressão descendente sobre os preços do crude ocorreu num cenário de aplicação de novas sanções à actividade económica iraniana, impostas pelos Estados Unidos.
Embora haja expectativas de uma possível redução das tensões no médio oriente devido as negociações entre Irão e Omã, a verdade é que um eventual entendimento entre os dois países não será suficiente para garantir a rápida normalização dos fluxos de petróleo através do estreito. Seria igualmente necessário o levantamento do bloqueio aos portos iranianos para que a circulação dos navios voltasse aos níveis normais.
Dados de rastreamento marítimo mostram que o tráfego através do Estreito de Ormuz permanece ainda bastante limitado. Na terça-feira, apenas uma embarcação, um transportador de LPG com bandeira de Barbados, passou pelo estreito, enquanto não foi registada qualquer saída de navios petroleiros.
A PetroAngola continua a acompanhar de perto as negociações entre o Irão e Omã e os restantes desenvolvimentos no Médio Oriente, avaliando as possibilidades de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz e os seus potenciais efeitos sobre a oferta global de petróleo.