A operadora malaia Yinson Production e a gigante italiana de energia Eni assinaram uma adenda …
Mais Lidas
- ExxonMobil Contrata OneSubsea para o Projecto Rovuma LNG em Moçambique
- Eni, Chevron e GeoPark Reforçam Investimentos no Sector Petrolífero da Venezuela
- Reservas Estratégicas de Petróleo dos EUA Recuam para o Nível mais Baixo dos Últimos 44 Anos
- Boom Petrolífero Impulsiona Transformação Económica de Guiana
- Yinson e Eni Assinam Acordo de $600 Milhões para Ampliar a Capacidade da FPSO JAK no Gana
Crescimento da Demanda de Petróleo Mais Fraco em Quase uma década
Crescimento da Demanda de Petróleo Mais Fraco em Quase uma década
PETROANGOLA
Consultoria em Petróleo & Gás, líder independente, provedor de informação, preços de referências e análise do mercado petrolífero em Angola.
A demanda global de petróleo continua a apresentar reduções nas principais análises de energia, com várias revisões em baixa. Espera-se que a demanda por petróleo cresça apenas 0,9 mbpd este ano. Em Junho verificou-se que a demanda em 2019 aumentaria 1,2 mbpd, este valor foi reduzido em Julho para uma média de 1,2 mbpd.
Quase todos principais indicadores foram forçados a reduzir drasticamente seus números, mas a economia global desacelerou muito mais do que o esperado. Se o crescimento da demanda de aproximadamente 89.000 bpd ocorrer conforme prevê a EIA, seria a primeira vez desde 2011 que a demanda por petróleo aumentaria menos de 1 mbpd.
A OPEP também reduziu a sua previsão para uma média de 1 mbpd em seu último relatório, abaixo de 80.000 bpd em relação ao mês de Agosto, apresentando uma desaceleração da economia global. Isso destaca a responsabilidade de todos os países produtores de apoiar a estabilidade do mercado de petróleo para evitar a volatilidade indesejada e uma possível recaída no desequilíbrio do mercado. Ao mesmo tempo, a produção do cartel aumentou 136.000 bpd em Agosto em relação ao mês de Julho, liderada por um aumento significativo da Arábia Saudita.
A guerra comercial EUA-China aparece como maior obstáculo ao crescimento económico. As vendas de carro na China caíram cerca de 13% no primeiro semestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2018. As vendas de carros caíram em 14 dos últimos 15 meses.
Os bancos de investimento afirmam que a um risco negativo de suas previsões da demanda devido às chances de uma nova desaceleração económica. Goldman Sachs espera que o Brent alcance em média apenas 60/barril em 2020. Simplesmente não existe um mecanismo forte de crescimento no mercado. As grandes economias são limitadas pelas incertezas geopolíticas (guerra comercia, Brexit). Os baixos preços do petróleo estão a contribuir para uma actividade menor, que irá conduzir a uma desaceleração da produção e preços mais altos do petróleo. Mas por enquanto os cortes de gastos estão a atingir a barreira do produtores do petróleo de xisto, tanto que o sector de serviços está a entrar em recessão e contracção total.
Os cortes da OPEP+ serão necessários até 2020 e somente em 2021 as coisas começarão a apertar, até então, a queda significativa de vícios em projectos de longo prazo começará a ser sentida. Estes são os projectos que foram descartados após a queda do petróleo de 2014-2016. Além disso, estima-se que o crescimento da produção de petróleo de xisto dos EUA sofrerá uma desaceleração, removendo uma outra fonte do crescimento da oferta que caracterizou o mercado de petróleo na última década.
Até então, o mercado de petróleo permanecerá em crise. Existem alguns sinais de que os EUA e a China estão ansiosos por um acordo, a China declarou na quarta-feira que isentaria alguns produtos das tarifas planeadas, um pequeno ramo de oliveira destinado a dissipar tensões. Não está claro o que pode resultar desse movimento, mas é concebível que os EUA respondam com algo, talvez um atraso nas tarifas planeadas. Enquanto isso os preços do petróleo continuarão a enfraquecer. (Oilprice).