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Bloco 15 Offshore Angola Assinala Chegada do Primeiro Equipamento TCP para Operações Subsea

Bloco 15 Offshore Angola Assinala Chegada do Primeiro Equipamento TCP para Operações Subsea

Publicado: Maio 21, 2026 @ 12:17 pm
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Vladimir Pereira

Vladimir Pereira

Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.

Maio 21, 2026 @ 12:17 pm

Decorreu ontem, 20 de Maio, na Base Sonils, em Luanda, a cerimónia oficial de recepção do primeiro Thermoplastic Composite Pipe (TCP) destinado às operações de redesenvolvimento do Bloco 15, localizado em águas profundas, em Angola.

O evento reuniu representantes da indústria e parceiros estratégicos para assinalar a chegada de uma tecnologia que está a transformar as operações subsea em todo o mundo. A introdução do primeiro TCP no Bloco 15 representa um importante avanço tecnológico para as operações petrolíferas em Angola, numa altura em que a indústria global procura por soluções mais sustentáveis, eficientes e economicamente competitivas.

A instalação deste equipamento está a cargo da SLB OneSubsea, recentemente contratada, através da sua joint venture Subsea Integration Alliance (SIA), pela ExxonMobil para executar o escopo de engenharia, aquisição, construção e instalação (EPCI) do projecto de redesenvolvimento Likembe 2.0, no Bloco 15.

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Desenvolvido pela Strohm, empresa holandesa pioneira e líder mundial no desenvolvimento de Thermoplastic Composite Pipe, esta tecnologia representa uma alternativa moderna e altamente eficiente aos tradicionais sistemas em aço utilizados em flowlines e jumpers submarinos.

A solução destaca-se principalmente pela sua elevada resistência à corrosão, um dos maiores desafios das infraestruturas subsea convencionais. Ao contrário dos sistemas em aço, o TCP elimina praticamente os riscos associados à corrosão, reduzindo significativamente os custos de manutenção, substituição e mitigação ao longo da vida útil dos activos.

Segundo a Strohm, o TCP pode operar em profundidades superiores a 2.500 metros, suportando pressões até 10.000 psi, sendo igualmente compatível com ambientes agressivos contendo hidrocarbonetos e produtos químicos industriais. Outro aspecto revolucionário da tecnologia é a possibilidade de instalação através de métodos mais simples e económicos, com recurso a embarcações de menor porte e sistemas reel-lay, o que reduz drasticamente o tempo de execução das operações offshore.

Este projecto posiciona Angola entre os países africanos na linha da frente da adopção de tecnologias subsea de nova geração, reforçando simultaneamente a atractividade do mercado angolano para investimentos tecnológicos.

O marco resulta da parceria estratégica entre a empresa angolana OG3S Mecanica e a Strohm, numa colaboração que demonstra a importância da integração entre capacidade local e conhecimento tecnológico internacional para acelerar a modernização da indústria petrolífera angolana.

A OG3S desempenhou um papel determinante na coordenação local e articulação entre os diferentes stakeholders envolvidos no projecto, reafirmando o compromisso das empresas angolanas com a inovação e o desenvolvimento sustentável do sector energético.

A ExxonMobil é a operadora do Bloco 15, com uma participação de 36%, em consórcio com os parceiros Azule Energy (42%), Equinor Angola (12%) e a Sonangol (10%).

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