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Bloco 15 Offshore Angola Assinala Chegada do Primeiro Equipamento TCP para Operações Subsea
Bloco 15 Offshore Angola Assinala Chegada do Primeiro Equipamento TCP para Operações Subsea

Vladimir Pereira
Analista do Mercado Petrolífero & Líder de Opinião. Vladimir, faz análises técnicas e estratégicas sobre a dinâmica do mercado de petróleo e gás, com foco nas tendências globais, políticas energéticas e impacto económico.
Decorreu ontem, 20 de Maio, na Base Sonils, em Luanda, a cerimónia oficial de recepção do primeiro Thermoplastic Composite Pipe (TCP) destinado às operações de redesenvolvimento do Bloco 15, localizado em águas profundas, em Angola.
O evento reuniu representantes da indústria e parceiros estratégicos para assinalar a chegada de uma tecnologia que está a transformar as operações subsea em todo o mundo. A introdução do primeiro TCP no Bloco 15 representa um importante avanço tecnológico para as operações petrolíferas em Angola, numa altura em que a indústria global procura por soluções mais sustentáveis, eficientes e economicamente competitivas.
A instalação deste equipamento está a cargo da SLB OneSubsea, recentemente contratada, através da sua joint venture Subsea Integration Alliance (SIA), pela ExxonMobil para executar o escopo de engenharia, aquisição, construção e instalação (EPCI) do projecto de redesenvolvimento Likembe 2.0, no Bloco 15.
Desenvolvido pela Strohm, empresa holandesa pioneira e líder mundial no desenvolvimento de Thermoplastic Composite Pipe, esta tecnologia representa uma alternativa moderna e altamente eficiente aos tradicionais sistemas em aço utilizados em flowlines e jumpers submarinos.
A solução destaca-se principalmente pela sua elevada resistência à corrosão, um dos maiores desafios das infraestruturas subsea convencionais. Ao contrário dos sistemas em aço, o TCP elimina praticamente os riscos associados à corrosão, reduzindo significativamente os custos de manutenção, substituição e mitigação ao longo da vida útil dos activos.
Segundo a Strohm, o TCP pode operar em profundidades superiores a 2.500 metros, suportando pressões até 10.000 psi, sendo igualmente compatível com ambientes agressivos contendo hidrocarbonetos e produtos químicos industriais. Outro aspecto revolucionário da tecnologia é a possibilidade de instalação através de métodos mais simples e económicos, com recurso a embarcações de menor porte e sistemas reel-lay, o que reduz drasticamente o tempo de execução das operações offshore.
Este projecto posiciona Angola entre os países africanos na linha da frente da adopção de tecnologias subsea de nova geração, reforçando simultaneamente a atractividade do mercado angolano para investimentos tecnológicos.
O marco resulta da parceria estratégica entre a empresa angolana OG3S Mecanica e a Strohm, numa colaboração que demonstra a importância da integração entre capacidade local e conhecimento tecnológico internacional para acelerar a modernização da indústria petrolífera angolana.
A OG3S desempenhou um papel determinante na coordenação local e articulação entre os diferentes stakeholders envolvidos no projecto, reafirmando o compromisso das empresas angolanas com a inovação e o desenvolvimento sustentável do sector energético.
A ExxonMobil é a operadora do Bloco 15, com uma participação de 36%, em consórcio com os parceiros Azule Energy (42%), Equinor Angola (12%) e a Sonangol (10%).