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Ataques dos EUA a Navios Petroleiros Iranianos Provocam Subida dos Preços do Crude
Ataques dos EUA a Navios Petroleiros Iranianos Provocam Subida dos Preços do Crude

Patricio Wanderley Quingongo
Expert in Strategic Management Oil & Gas. Patricio analyzes the oil and gas market, and the different tax regimes applied to the international oil and gas industry. He also evaluates the performance of National and International Oil & Gas companies.
Os preços do petróleo subiram ligeiramente no início da sessão de mercado desta segunda-feira, após mais um fim de semana de escalada na guerra entre os EUA e o Irão.
O WTI foi comercializado a $92,14/bbl, representando um aumento de 0,72%, enquanto o Brent, referência para as ramas angolanas, sofreu um aumento de 0,63% e fixou-se em $97,89/bbl.
No sábado, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou ter atingido 03 navios petroleiros iranianos em resposta ao ataque da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) contra 02 navios de guerra norte-americanos com mísseis balísticos. Os três petroleiros atingidos foram o M/T Downy, o M/T Stark 1 e o M/T Kylo, e foram atingidos perto da Ilha de Kharg, em Jask, e no Golfo de Omã, respectivamente.
No domingo, o Comando Central dos EUA (Centcom) também actualizou os números do seu bloqueio naval contra o Irão, com as forças americanas a terem agora redirecionado 92 embarcações comerciais, inutilizado 3 e abordado 2 desde a retoma do bloqueio a 14 de julho.
Após os ataques, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que a era das “respostas proporcionais” terminou e alertou que as futuras retaliações do Irão serão “mais rápidas, mais pesadas e mais dolorosas”. Entretanto, Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, sugeriu que o país anunciará em breve uma nova zona de restrição fora do Estreito.
De momento, não há clareza de quanto petróleo está a passar pelo Estreito de Ormuz. Os americanos afirmam que cerca de 9 MMBBLS passam diariamente pela via marítima do estreito e outros 5 MMBBLS são transportados por oleodutos. Os militares iranianos continuam a descrever o Estreito como completamente fechado ao tráfego de embarcações, com o objectivo declarado de garantir que nenhuma gota de petróleo saia da região. O rastreio independente de navios tankers sugere que a média do último mês ronda os 5 MBPD.