Segunda-feira, Setembro 07, 2026

Angola Oil & Gas Retrospectiva 2024

Angola Oil & Gas Retrospectiva 2024

Publicado: Dezembro 09, 2024 @ 10:56 am
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PetroAngola

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Consultoria em Petróleo & Gás, líder independente, provedor de informação, preços de referências e análise do mercado petrolífero em Angola.

Dezembro 09, 2024 @ 10:56 am

Em 2024, a indústria de petróleo e gás angolana teve um desempenho positivo, contribuindo expressivamente para o crescimento do PIB nacional, com uma contribuição adicional de 4%, graças ao aumento registado na produção de petróleo.

A indústria gerou receitas avaliadas em 33 biliões de dólares, que serviram para custear as actividades exploratórias e satisfazer as necessidades de tesouraria do Estado. Do valor arrecadado cerca de $13, biliões foram gastos na recuperação de custos, $9 biliões para os recebimentos da concessionária, $6 biliões corresponderam aos lucros das companhias e $5 biliões pagos em impostos.

Angola produziu em média 1,134 milhões de barris dia, representando um incremento de 34 mil barris dias, se comparado aos volumes produzidos em 2023. Durante o período em análise, estiveram em operação uma média de 15 sondas de perfuração, tendo sido realizados trabalhos em cerca de 216 poços.

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A produção diária de gás natural situou-se em 2,6 biliões de pés cúbicos, representando um acréscimo de 1,3%, dos quais 648 milhões de pés cúbicos foram enviados à fábrica Angola LNG.

As ramas angolanas foram comercializadas a prémio de 0,08 dólares por barril em relação ao Brent, fixando-se 82,50 dólares por barril, com destaque para a Rama Dália que representou cerca de 19% do total das ramas exportadas.

A refinaria de Luanda produziu cerca de 1,4 milhões de toneladas métricas de produtos refinados e foram adicionalmente importadas 3,5 milhões de toneladas métricas de derivados de petróleo para atender as necessidades de consumo interno, representando um custo anual de mais de 3 biliões de Dólares.

  • NOVOS DESENVOLVIMENTOS

No âmbito dos novos desenvolvimentos, o ano de 2024 foi marcado por conquistas importantes que contribuíram para a boa prestação da indústria petrolífera nacional, apesar dos desafios macroeconómicos globais enfrentados, e o desempenho do mercado petrolífero internacional ter sido fortemente afectado pelos cortes de produção da OPEP+, o conflito geopolítico no Médio Oriente, as expectativas de menor demanda no curto prazo e o aumento da produção de petróleo fora da OPEP.

O sector testemunhou a entrada em produção de mais de 25 poços nos Blocos 0, 14, 15, 15/06, 17, 31 e 32, bem como o reinício de produção dos campos Raia, Airoga e Tubarão no Bloco 2/05, e os campos Mpungi e Cabaça a Sudeste do Bloco 15/06; facto que contribuiu para o aumento da produção nacional de petróleo, no período em consideração.

No âmbito da estratégia de exploração petrolífera, foram licitados um total de 12 blocos petrolíferos nas Bacias Terrestres do Baixo Congo e do Kwanza.

Por outro lado, deu-se início ao processo de montagem do primeiro módulo da FPSO Agogo da Azule Energy, que se encontra em construção nos estaleiros navais da HRDD, em Xangai, com previsão de iniciar a produção em 2026.

No que diz respeito a nova legislação, foi aprovada a Lei nº 5/24, sobre o Combate ao Contrabando de Produtos Petrolíferos. A mesma tem por objectivo a criminalização de condutas de contrabando de produtos petrolíferos e crimes conexos.

O Projecto de Produção Incremental, que visa atribuição de incentivos aos investidores para produzirem volumes adicionais nas concessões actualmente em produção, mereceu aprovação da Assembleia Nacional. Foi ainda disponibilizado para consulta pública o Plano Director de Gás, uma estratégia investimento para projectos de Gás Natural, que inclui a intensificação da exploração, promoção e o desenvolvimento de infraestruturas inerentes a exploração de gás natural, através do estabelecimento de um quadro regulatório e fiscal robusto.

Por fim, o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás promoveu diálogo com as Associações do Sector Petrolífero, no intuito de explorar soluções para as questões que afectam as empresas de Conteúdo Local,  sua relação com os operadores do sector e com o sistema tributário.

  • ACORDOS & PARCERIAS

No âmbito dos acordos e parcerias, Angola procurou fortalecer a cooperação energética com os Estados Unidos e a China, mantendo diálogos de alto nível com ambos os países, no sentido de atrair investimentos para projectos de energia em território nacional.

Procedeu-se com a assinatura de três novos contratos de partilha de produção nos blocos CON-2, CON-8 e KON-19, operados, respectivamente, pela ETU Energias e pela ACREP.

A ANPG e a Unidade de Informação Financeira assinaram acordo de cooperação para, em conjunto, combaterem crimes económicos, objectivando fortalecer a transparência económico-financeira do sector petrolífero nacional.

A Chevron assinou 02 contratos de Serviços com Risco, para exploração e desenvolvimento dos Blocos 49 e 50, localizados em águas ultraprofundas da prolífica bacia do baixo Congo.

As empresas promotoras do Novo Consórcio de Gás, nomeadamente, Azule Energy, Chevron CABGOC, TotalEnergies e a Sonangol Pesquisa e Produção, assinaram um Contrato de Serviço com Risco (CSR), todos os Acordos Comerciais Auxiliares e necessários para a aceleração da produção de gás em Angola.

O ano foi fechado em grande com a assinatura de dois memorandos de entendimento entre a ANPG Petrobras e ANPG e Shell, que sinalizam o possível regresso destas grandes empresas à indústria petrolífera nacional.

  • PROJECTOS & INVESTIMENTOS

No âmbito dos novos projectos e investimentos, a Sonamet inaugurou a sua nova unidade “Spool Base”, orçada em mais de 11 milhões de dólares, como parte do desenvolvimento do projecto CLOV 3.

Já o Grupo Sonangol, através da sua subsidiária Sonagás, lançou um projecto piloto de distribuição de gás de cozinha, virado fundamentalmente para as comunidades rurais de todo o país.

No que diz respeito aos financiamentos, a Banca Comercial angolana apresentou novos produtos financeiros para dar suporte ao sector de Oil & Gas, com principal destaque às empresas do Conteúdo Local que buscam por soluções de financiamento para apoio ao desenvolvimento de suas actividades de prestação de serviços à indústria.

A TotalEnergies tomou a Decisão Final de Investimento dos Campos Cameia e Golfinho, localizados no Bloco 20/11. O desenvolvimento destes Campos insere-se no projecto Kaminho, avaliado em 6 biliões de dólares.

Por outro, o Afreximbank garantiu um financiamento de cerca de 1.5 biliões de dólares americanos, para a construção da primeira fábrica de fertilizantes do país, “Amufeert” no município do Soyo, província do Zaire.

  • NOTA FINAL

Estes e outros feitos marcaram a indústria de Oil & Gas angolana em 2024, sustentando o importante papel do petróleo na economia nacional, bem como o elevado potencial remanescente desta importante indústria global.

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