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África Avança Com Criação de Um Banco Para Financiar Projectos Petrolíferos no Continente
África Avança Com Criação de Um Banco Para Financiar Projectos Petrolíferos no Continente
PETROANGOLA
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Os países africanos produtores de petróleo angariaram cerca de 45% do capital inicial de $5 biliões para o Banco Africano de Energia (AEB), que prevê financiar projectos de petróleo e gás no continente em detrimento da crise de financiamento nos mercados internacionais.
O projecto ambicioso do AEB teve início em 2022, com a assinatura de acordos iniciais entre a APPO e o Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank), e esteve em desenvolvimento ao longo dos últimos 02 anos. Entretanto, o acordo que selou o período de negociações e preparações do AEB entre Afreximbank e a APPO foi assinado no passado mês de Junho, numa cerimónia no Egipto.
O Banco Africano de Energia foi estruturado como um banco de desenvolvimento energético Pan-Africano independente e supranacional, com um capital inicial avaliado em $5 biliões. Adicionalmente, este capital inicial foi injectado pelos grandes produtores africanos de petróleo como Angola, Nigéria, e o Gana, com o fim de prover suporte financeiro a uma iniciativa promissora para o sector petrolífero em África.
A decisão colectiva das principais geografias do sector petrolífero africano de desenvolver o projecto AEB surgiu da necessidade de se mitigar a crise iminente de financiamento à indústria de petróleo e gás em África, desencadeada pela aderência em massa global à transição energética. Ademais, a transição energética vem sendo fomentada em grande escala entre os principais financiadores internacionais do continente africano. Em resultado, os mesmos vêm retirando o Financiamento Directo Estrangeiro (FDI) de projectos de petróleo e gás no continente. Portanto, o fraco incentivo dos grandes financiadores tradicionais de África está centrado nas mudanças climáticas associadas à atividade petrolífera.
O sector petrolífero em África foi alimentado por financiamento essencialmente estrangeiro por décadas, sendo que com o afastamento destas nações dos combustíveis fósseis, os players africanos sentem a necessidade de salvaguardar a indústria de petróleo e gás da região com projectos como o AEB. De igual modo, o continente também procura diversificar as suas fontes de energia com projectos do sector petrolífero para alimentar a sua população crescente, o que enfatiza a importância do projecto AEB.